Resenha: "A Paixão de K"

Resenha: "A Paixão de K"

11/01/2016 19:38

 

 

  Editora: Porto Editora

  Autor: Miguel Miranda

  Edição: 1

  Número de páginas: 180

 

 

 

 

Sobre o autor:

Miguel Miranda nasceu  a 18 de maio de 1956, no Porto. Pulicou já mais de vinte obras, sendo o seu Magnus Opus o livro Sem Coração. Recebeu também diversos prémios literários portugueses, nomeadamente o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco e Caminho de Literatura Policial.

 

A obra:

Depois de algum tempo com esta obra (eu sei que é pequena, desculpem!), aqui vão as minhas impressões...

 

Tudo começa com a apresentação da (“má”)vida de Perfecto Cuadrado, um habilidoso falsário que viaja pelo mundo, colecionando desenhos de rostos de pessoas com as quais se cruzava no metro…

 

A sua morada é a capital britânica, mas Perfecto nunca deixa de ser um homem de Consólacion, uma simples aldeia onde todos se chamam Pepe, a sua terra natal. Daí a articulação entre cenas do “presente” da ação e memórias da sua terra. Por vezes é difícil perceber em que tempo nos encontramos, mas isso não nos apoquenta nem um pouco, quando somos levados na corrente, na brisa da sua escrita suave..

 

Eu dividiria este livro em duas partes.

 

A primeira consiste na descrição da sua vida (bem, a verdade é que Perfecto Cuadrado também colecionava belas mulheres e foram relatadas algumas experiências com mulheres vulgares, interessantes ou mesmo prostitutas de rua). Para além disso, era “perseguido” por Laurent, um homem que também o desejava…

 

Tudo isto muda quando conhece Josephine K, que conheceu no metro. Aqui começaria a segunda parte.. Era impossível prever que Perfecto Cuadrado, tão conhecedor das mulheres e da arte de “amar”, se fosse apaixonar eruptivamente por Josephine. Procura-a e envolve-se com ela, descobrindo algumas das suas convicções…

 

Esta é uma paixão desenfreada descrita sob uma ótica masculina e sofredora, no meio de uma Londres pilhada, saqueada e destruída. Uma paixão que culmina num final totalmente inesperado e doloroso…

 

Na minha opinião, ler este livro é sentir o caos interior de Perfecto Cuadrado (e não só) que se alimenta da memória para ultrapassar um presente não tão aprazível, ainda que as referidas recordações não sejam propriamente uma imagem de paz.

 

Espero que tenham gostado! :)

 

Boas leituras!! ;)