Resenha: "Divergente"

Resenha: "Divergente"

13/11/2015 19:50

 

 

  Editora: Porto Editora

  Autor: Veronica Roth

  Edição: dezembro 2014

  Número de páginas: 350

 

 

 

 

Sobre a autora:

Veronica Roth nasceu em Nova Iorque, a 19 de agosto de 1988. Nos seus tempos de faculdade, escreveu esta obra, a sua primeira. Esta coleção valeu-lhe uma série de prémios literários muito conceituados.

 

A obra:

Antes de mais, gostaria de referir que esta obra é diferente da maioria das que já li. Há quem o compare com a trilogia “The Hunger Games”… Existem algumas semelhanças, principalmente na ação do final e, claro, no facto de ser uma visão futurista americana em que o mundo está em rutura.. De resto, considero que nenhuma das duas necessita de comparações, dado que cada uma delas possui diversos fatores que as individualizam.

 

Divergente também fez MUITO sucesso por todo o mundo e eu esperei novamente a grande “barafunda” gerada à volta da obra.

 

Vou começar por explicar a realidade vivida. Numa Chicago do futuro, a sociedade encontra-se dividida em fações destinadas a desenvolverem uma virtude específica, evitando a guerra: Intrépidos (coragem), Abnegados (altruísmo), Cândidos (sinceridade), Cordiais (amizade) e Eruditos (inteligência). Todos os anos, os jovens de 16 anos escolhem a fação na qual pretendem viver até ao fim das suas vidas, seja aquela em que nasceram ou outra qualquer – afinal, “Fação antes do sangue”. Para os auxiliar, podem contar com umas simulações que detetam a sua aptidão.

                                         

Mas o caso de Beatrice é um pouco diferente… Os seus testes são inconclusivos, ou seja, tem aptidão para pertencer a mais do que uma fação, o que lhe dificulta a escolha. Este facto dita que ela é uma Divergente, um segredo que tem de guardar, sendo que não sabe bem porquê, apenas que se trata da sua segurança, pois não pensa da mesma forma que os outros!

 

“A escolha agora é minha, independentemente do que indica a prova.

Abnegados. Intrépidos. Eruditos.

Divergente.”

(2 PRÓXIMOS PARÀGRAFOS INCLUEM SPOILER!!!)

 

Beatrice passa a chamar-se Tris ao mudar para os Intrépidos, cuja ousadia sempre admirou. A partir daí, começava um duro treino de integração e de provas renhidas que permitiriam apenas a entrada de alguns dos iniciados. Estas provas mostram-se uma luta, não só pelo primeiro lugar, mas também pela sobrevivência.. Mas o pior estaria para vir, a última fase, a das simulações que os ajudariam a enfrentar os seus medos, corre-lhe bem demais e Tris descobre que uma das consequências da sua categoria de Divergente é o seu poder para manipular as simulações. Ao mesmo tempo que tudo isto acontece, a parte emocional da obra também se forma: Tris é raptada, verificam-se algumas mortes de e… a sua paixão por um dos Intrépidos que os apoiava nos treinos, Quatro.

 

E é nesta confusão que Tris descobre que os Eruditos pretendem derrubar o governo da sociedade, entregue aos Abnegados, a sua antiga fação… Para além disso, os Eruditos, possuidores da inteligência utilizam métodos cobardes para controlarem os Intrépidos, o seu exército… Tris sente que o seu dever é proteger a sua família, até porque, como Divergente, é imune a qualquer controlo mental, sendo dos poucos Intrépidos lúcidos, que não participam na carnificina causada..

 

Na minha opinião, este livro é fantástico! Consegue juntar o suspense com o sentimento.. Tudo isto num mundo onde a escolha da personalidade de um jovem é muito reforçada, o que leva a que a rapariga se encontre sempre confusa, pairando permanentemente a questão “Quem sou eu?”. Acresce também o facto de surgirem novos amigos e muitos inimigos!

 

A escrita de Veronica Roth é bastante objetiva, mas muito cativante, puxando o leitor ao livro a toda a hora. A autora mostra o seu grande potencial através da protagonista, que, embora não muito simpática, leva a que o autor torça sempre por ela.

 

Sempre que conseguia, procurava ler mais um bocadinho, senão mesmo mais de 100 páginas seguidas.. :)

 

Gostei da história, que me envolveu e captou.. Fiquei também um pouco desiludido, pois a ação forte e distópica apenas se reforça nas últimas 100 páginas. Na minha opinião, a obra não tem tanta força como “The Hunger Games”, sendo que esta se foca mais na parte política, alternada com os seus “dramas pessoais”. Divergente, ao contrário, é mais sobre Tris.

 

Para quem desconhece, a próxima obra intitula-se “Insurgente” e a minha curiosidade aguça-se, principalmente porque me pareceu que a obra tem tendência a aumentar de densidade ao longo das páginas.

 

Boas leituras!! ;)

 

 

Volumes existentes da coleção:

Divergente

Insurgente

Convergente

Quatro