Resenha: "Maze Runner: Correr ou Morrer"

Resenha: "Maze Runner: Correr ou Morrer"

16/09/2015 19:58

Resenha:

 

 

  Editora: Editorial Presença

  Autor: James Dashner

  Edição: 4

  Número de páginas: 397

 

 

 

 

Sobre o autor:

James Dashner nasceu em novembro de 1972, na Geórgia, e especializou-se em contabilidade. Já publicou cerca de duas dezenas de livros, tendo maior destaque as coleções “The Maze Runner” e “The 13th Reality”. As suas obras dirigem-se ao público infanto-juvenil e são, na sua maioria, livros de ficção científica e especulativa.

 

A obra:

Desta vez, decidi trazer esta obra, muito popular entre os jovens. Bem, na verdade, esperei que o principal “endeusamento” da série se desvanecesse um pouco, de modo a evitar a sua influência… no final, acabarei por adicionar a obra aos meus “favoritos”!

 

Mal a narrativa começa, já o leitor é integrado neste mundo desconhecido, na mente de Thomas, o protagonista. O jovem de cerca de 16 anos acorda num elevador, recordando-se apenas do seu nome. É deixado num lugar desconhecido, que será a sua prisão, a Clareira, onde já se encontram alguns rapazes, que chegaram da mesma maneira que ele e que lá viveram. Durante dois anos! No início, o leitor sente-se perdido, tal como Thomas, ao que acresce o facto de as restantes personagens utilizarem uma gíria própria do universo criado no livro! Expressões como “cara de fu”, “klunk” e “chanco” aparecem constantemente por entre diálogos. Mas, não se preocupe, dado que, no final do livro, estas palavras já se encontrarão tão retidas na sua mente, que o mais certo será utilizá-las, acidentalmente, na vida real!

 

A cabeça de Thomas está a rebentar de perguntas, mas rapidamente percebe que não vai conseguir encontrar respostas… O tempo não para e todos os clareirenses têm muito que fazer.

 

Tudo naquele lugar é um mistério! A Clareira está rodeada por um enorme labirinto de pedra, cuja entrada é permitida apenas aos Exploradores, os responsáveis por percorrer o labirinto durante o dia e por desenharem os mapas das suas mudanças. Sim, como se ainda não bastasse, o labirinto fecha-se todas as noites, sendo infestado por criaturas perigosas e repugnantes, os Magoadores, e modificando o seu percurso!

 

Mas quem os enviou para aquele lugar? Qual seria a sua intenção? Porque razão inventaram o Labirinto e os Magoadores? As perguntas não param e o mistério adensa-se…

 

Thomas percebe que não é tão comum quanto pensava, visto que alguns sentimentos surgem de uma memória antiga, tal como a sensação de já ter estado na Clareira antes…

 

O rapaz vai conseguindo conquistar a confiança dos rapazes até algo de estranho para todos acontecer… da Caixa (o “elevador”), surge uma rapariga! E para além disso, traz duas mensagens:

 

“Ela é a última. Acabou-se.”

Tudo vai mudar

 

Um conjunto de acontecimentos levam os clareirenses a desconfiar de Thomas, que precisa de vasculhar na sua mente confusa, à procura de memórias que os ajudem. Os poucos rapazes que sobreviveram à picada de um Magoador, através de um líquido que lhes devolve alguma da sua memória, afirmam ter visto Thomas e demonstram um profundo ódio por ele.

 

Os clareirenses continuam a procurar a solução do labirinto, desta vez com a ajuda de Thomas, que se tornou um Explorador. Mas como não conseguiam cumprir esta tarefa, algo os “incentivou” a esforçarem-se. As portas do labirinto continuaram abertas durante a noite, permitindo a entrada dos Magoadores, que matavam um rapaz por noite. Pressionado, Thomas força um Magoador a picá-lo e lembra-se do que aconteceu e da maneira de sair dali, uma maneira bem perigosa...

 

É uma leitura de “roer as unhas” a cada página virada, pois o suspense tem, nesta obra, um grande peso, talvez devido ao facto de o leitor viver cada segundo ao lado de Thomas, na Clareira.

 

Imprevisibilidade. Para quem ousar criar teorias a meio da obra, mais à frente, descobre que afinal está errado. Quando o leitor pensa começar a perceber a Clareira e os seus mistérios, algo aparece repentinamente para deitar por terra todas as suas “certezas” e mudar o rumo da obra por completo.

 

O autor não mostra qualquer tipo de compaixão! As personagens são crianças, mas, para morrer, basta estar vivo! A sua escrita fluida e leve, torna-se, por vezes, pormenorizada, mas nunca cansativa.

 

Concordo com a afirmação da capa! Quem gostou da série “The Hunger Games” provavelmente vai adorar a Clareira e os seus mistérios.

 

A próxima obra da coleção intitula-se "Provas de Fogo" e eu estou ansioso por ler, principalmente depois do epílogo genial, que me comprovou o fator "imprevisibilidade" da obra!

 

Boas leituras!! ;)

 

Volumes publicados da coleção:

Correr ou Morrer

Provas de Fogo

Vírus Mortal

A Cura Mortal (prequela 1)