Resenha: "Gravar as Marcas"

08/12/2018 20:55

 

 

  Editora: HarperCollins Ibérica

  Autor: Veronica Roth

  Edição: 1

  Número de páginas: 460

 

 

 

 

Sobre a autora

Veronica Roth nasceu em Nova Iorque, a 19 de agosto de 1988. Nos seus tempos de faculdade, escreveu "Divergente", a sua primeira publicação, que iniciou a coleção que lhe valeu uma série de prémios literários muito conceituados.

 

A obra

Olá a todos!! :)

 

Antes de mais, gostaria de agradecer o envio de um dos livros mais bonitos da minha estante à JB Comércio Global. A sério, já viram bem esta capa??

 

Para quem ainda não sabe, a JB Comércio Global é um fornecedor, distribuidor e grossista português na área da papelaria, economato e muito mais! O que inclui os nossos adorados livrinhos!! E estão agora com uma campanha de portes grátis, o que me parece uma ótima pedida para uma visita rápida ao website.

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Bem, mas vamos ao livro…

Tudo se passa numa galáxia longínqua, com um planeta onde todos têm poderes especiais vincados pelas suas personalidades e vivências: os dons-correntes. Mas este planeta está dividido em dois, dois povos que se odeiam mutuamente e anseiam a aniquilação do lado oposto…

Assim, de um lado, temos o violento povo Shotet, ligados às ideias de luta e de assassinato pela honra. Aqui, Cyra é usada pelo irmão (um tirano cruel), vendo o seu poder a torturar e matar os inimigos do regime... Na outra metade, Thuvhe, Akos vê a sua família ser destruída por soldados do outro povo, quando ele e o irmão são levados para a Nação inimiga devido aos seus perigosos destinos…

 

E é assim que Akos é empurrado para o doloroso mundo de Cyra, a qual poderá ser a sua única aliada… ou uma inimiga inesperada.

 

 

Devo dizer que estava com a fasquia demasiado alta… Talvez tenha sido isso que me fez pensar que o livro não é tão bom quanto gostaria, quando, na verdade, qualidade não lhe falta. Mas, claro, também não chega ao nível de “Divergente”...

 

Contudo, em alguns momentos, eu não tive dúvidas de que foi mesmo Roth quem escreveu aquelas páginas. Incluindo o curioso facto de a autora associar sempre elementos da realidade fictícia  a um progresso emocional das personagens: em “Divergente”, temos o soro das simulações; em “Gravar as Marcas”, é a misteriosa corrente que permite que os poderes de cada um se manifestem de acordo com a personalidade e o estado de espírito individual, o que significa que são possíveis algumas mutações a par do amadurecimento das personagens.

 

Também não podia negar que a escrita era a de Veronica Roth. Verdadeiramente deliciosa, e em tons de pastel… Com as pausas necessárias e o toque quase casualmente filosófico.

Até o modo de criação de um mundo completamente novo me recorda a forma de construção da autora: os pormenores cuidados e com significados, a criação de realidades novas que são interpretadas de forma distinta pelos diversos povos. Enfim, Roth é capaz de ir criando verdadeiras culturas, com as suas particularidades interpretativas e até linguísticas, mas que, desta vez, precisavam de um maior número de concretizações práticas.

 

 

Não posso deixar de apresentar alguns aspetos que, infelizmente, me impediram de dar uma nota muito alta, tendo-me desiludido um bocadinho… A começar pela difícil visualização dos espaços e até das personagens. Em diversos momentos, foi quase impossível imaginar-nos nos lugares descritos.

 

Outra questão foi o mau aproveitamento da narração articulada entre Cyra e Akos… Antes mais, é de estranhar que as cenas do ponto de vista do rapaz sejam narrados em terceira pessoa, quando Cyra aparece sempre como narradora. E, depois, até metade do livro, a história consegue manter-se na perspetiva da mesma personagem durante quase 100 páginas...

 

Não obstante a lentidão a meio, que quebrou irremediavelmente o ritmo de leitura, as personagens são bem trabalhadas e o final é repleto de ação e significados para a história.

 

E, como de costume, Roth termina o livro com umas cenas que me fazem ansiar pelo próximo volume. E quero lê-lo para ontem!! Obrigado, JB Comércio Global, pela oportunidade de conhecer "Gravar as Marcas"!

 

Boas leituras!! ;)

 

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Tópico: Resenha: "Gravar as Marcas"

Comentário

Data: 09/12/2018 | De: Karini

Tudo bem?
Adoro a escrita da autora e adorei ter lido esse livro. Não é o melhor do gênero. Mas é uma ótima distração.

Beijos

Comentário

Data: 09/12/2018 | De: Karine Fernandes

Esse livro foi lançado já tem dois anos aqui no Brasil pela Rocco, com o nome de Crave a Marca, eu particularmente detestei, eu adorei a capa, realmente bem bonito mas no quesito história eu não gostei. Mas é a minha opinião, eu li ele logo que saiu.

Abraços

Crave a Marca

Data: 09/12/2018 | De: Isabela

Oi! Eu li toda a trilogia Divergente e até fiquei um pouco curiosa para ler este novo livro da Veronica Roth quando estavam divulgando o lançamento, mas depois que vi sobre o que se tratava, acabei não me interessando muito. Mas, fico feliz em saber que apesar dos problemas, ela ainda conseguiu atrair a sua curiosidade de forma que você continue a saga.
Beijos

Olá!

Data: 09/12/2018 | De: Camila de Moraes

Essa capa me chama atenção, mas tenho uma certa dificuldade de me sentir envolvida com os enredos escritos por essa autora.
Acredito que a premissa mesmo sendo interessante, o fato dela se perder um pouco na narrativa dificulta deixar o leitor completamente envolvido.
Gostei das suas considerações.
Beijos!

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